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Imagem: Facebook/Rodrigo Alvarez
Imagem: Facebook/Rodrigo Alvarez
Religião

Rodrigo Alvarez, o biógrafo de Nossa Senhora Aparecida

O correspondente internacional da TV Globo está lançando uma nova edição de "Aparecida", que conta em detalhes a história da devoção.

Por Giovanna Tortato

O jornalista e escritor Rodrigo Alvarez esteve em Curitiba esta semana para o lançamento da nova edição de seu livro Aparecida, uma biografia da imagem de Nossa Senhora Aparecida e um relato histórico da devoção no Brasil através dos anos. Aparecida foi originalmente lançado em 2014, mas a nova edição, em homenagem aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora por pescadores no Rio Paraíba do Sul, traz novos capítulos e imagens, além de um prefácio assinado pelo padre João Batista de Almeida, reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Residente em Berlim, o correspondente internacional da TV Globo participou de um bate-papo com leitores e de uma sessão de autógrafos na Livrarias Curitiba do ParkShopping Barigüi. Além de Curitiba, Alvarez, também autor de Maria, Milagres e da biografia do padre Fábio de Melo, Humano Demais, visitaria outras quatro cidades brasileiras, terminando a jornada em Aparecida, São Paulo. A Gazeta do Povo conversou com o autor sobre a nova edição do livro e seus futuros projetos literários.

Essa é uma nova edição do livro lançado em 2014, não uma reedição. O que essa versão atualizada traz de novo para os leitores?

É um outro livro, pois tem capítulos inteiramente novos em relação à primeira edição. São dois capítulos bem importantes. Um deles inclusive é essencial e conta a história de Silvana da Rocha, a primeira guardiã de Aparecida. Além de conteúdo de imagens históricas que o anterior não trazia. São documentos importantes que ajudam a entender a história. Por exemplo, um documento do Vaticano que decreta Nossa Senhora de Aparecida padroeira do Brasil, um convite feito pela ditadura militar para que Aparecida percorresse o Brasil… Documentos históricos que tornaram essa edição mais completa.

A nova edição de "Aparecida", revista e ampliada, publicada pela Leya.
A nova edição de “Aparecida”, revista e ampliada, publicada pela Leya.

Seus dois primeiros livros são livros-reportagem [No País de Obama e Haiti – Depois do Inferno] sobre sua experiência como correspondente internacional. Você pretende voltar a esse gênero?

Acho que no momento não pretendo voltar a essa temática porque percebo que há um caminho que os livros foram tomando que me levaram a uma pesquisa mais aprofundada. Os primeiros são relatos de momentos, quase como fotografias de momentos importantíssimos, mas foram momentos. Quando eu comecei a escrever Aparecida eu tinha uma outra proposta, que foi fazer uma pesquisa muito profunda antes de começar a escrever. Não mais relatar aquilo que eu já conhecia, mas entrar em um novo assunto, conhecer ele a fundo e trazer revelações, fatos inéditos e, aí sim, contá-los no livro. Então essa virada não tem volta. Meu trabalho de escritor hoje é de procurar histórias profundas que possam ser contadas com densidade e profundidade, ao mesmo tempo que tenham um texto que chegue ao leitor, que chegue às pessoas e que se comunique bem com elas.

Você vem de uma sequência de livros religiosos. Aparecida, Maria, a biografia do Padre Fábio de Melo, Milagres e agora a nova edição. Seus próximos projetos também têm essa temática?

Eu estou com uma biografia sobre Jesus Cristo, que não tem título ainda, quase pronta. Mas como ao longo desses anos eu vim fazendo outras pesquisas, acaba que eu tenho outro livro também já iniciado, que é uma ficção. De certa forma transita pelo mesmo tema de busca de origens, de busca do passado e também tem questões religiosas, mas voltado para a história da humanidade. É uma história mais antiga ainda, que começa há muitos mil anos atrás, muito antes de Jesus Cristo, mas também baseada em pesquisa. Acho que essa é a grande marca. Seja ficção, seja não-ficção, o livro que eu escrevo é baseado em pesquisa.

Podemos dizer que seus livros já se tornaram uma série. Você disse que Maria surgiu como um derivado de Aparecida, devido à quantidade de informações que surgiram durante a pesquisa. Enquanto você estava escrevendo a biografia de Jesus Cristo surgiu um novo personagem de interesse? Você já está pensando em uma próxima obra?

Jesus é um tema tão amplo que eu já penso que ele tem que nascer tendo um segundo volume. Que só a história dele vivo já é muito grande. Ainda que tenham sido poucos anos de vida, e menos ainda o que a gente conhece, mas ela tem uma importância tão grande e a análise desse tempo é tão profunda e tão importante que tem livros inteiros só para falar disso. Então eu provavelmente vou continuar e ver o que aconteceu depois de Jesus. Porque no Maria, coube em um livro só, no caso de Jesus não caberia. Meu projeto é contar em um segundo livro os dias seguintes à ressurreição. O que aconteceu com os apóstolos? Como é que eles foram espalhando aquilo que eles tinham vivenciado?

Como sua pesquisa é contínua e você nunca parou de estudar os temas que escreveu, podemos esperar novas edições de suas outras obras?

Acredito que para ter uma nova edição, deve haver uma boa razão. Nesse caso eu tinha novos conteúdos importantíssimos e tinha também que revisar a história do Rogério Marcos, que foi o rapaz que atacou a imagem, em 1978. Ele acabou morrendo e a história dele se tornou mais conhecida. Achei importante contar tudo que tinha acontecido com ele, faltava esse pedaço. Se houver novos elementos, eu posso vir a escrever, mas me parece que, por exemplo, Milagres não é um livro que pede uma outra edição. Maria pode até ser que a pesquisa de Jesus me faça querer revisitar. Mas no momento eu tenho tantos projetos que até prefiro que não tenha novidades para não ter que voltar nos livros e poder continuar escrevendo esses novos.

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