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Educação dos filhos

Revista adolescente publica guia de sexo anal, sofre boicote e cancela edição impressa

A Teen Vogue, cujo público-alvo são meninas de 11 a 17 anos, descreveu em detalhes como obter prazer com o sexo anal.

A revista norte-americana Teen Vogue, uma versão para adolescentes da renomada revista feminina de moda Vogue, anunciou no último dia 2 de novembro o encerramento de sua edição impressa – quatro meses depois de ter sido alvo de intensas críticas e boicotes por parte de pais, por ter publicado uma matéria chamada Sexo anal: o que você precisa saber”. O público-alvo da revista são meninas de 11 a 17 anos.

O artigo, publicado em julho, provocou reação veemente de pais e ativistas, incluindo um boicote liderado por Elizabeth Johnston, do blog The Activist Mommy (“A Mamãe Ativista”). Em sua iniciativa, que repercutiu pelos Estados Unidos graças ao eco das redes sociais, ela pediu aos pais: “Vão até a loja de conveniência do seu posto de gasolina, até as mercearias locais, até as bibliotecas próximas, e peçam para falar com o gerente ou, de preferência, com o proprietário. Exijam que eles eliminem a Teen Vogue das prateleiras imediatamente”.

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A matéria trazia trechos que diziam que o sexo anal “é com frequência descrito como uma sensação de preenchimento, que pode ser deliciosa”. “O sentimento de ter algo dentro de sua área retal é único”, dizia a publicação. A reportagem descrevia em detalhes como realizar a prática – tanto para meninas, chamadas no texto de “pessoas que não têm próstata”, quanto para meninos, chamados de “pessoas que têm próstata”. Em nenhum momento a matéria usou termos como “garoto”, “garota”, “homem”, “mulher”, “masculino”, “feminino”.

O vídeo em que a mãe critica a matéria teve mais de 12 milhões de visualizações e 202 mil compartilhamentos no Facebook. Nele, Johnston aparece rasgando a revista e jogando-a em uma fogueira no quintal de sua casa.

Depois da publicação da matéria, Johnston passou a denunciar outros conteúdos publicados na revista, como matérias sobre o que levar para a volta às aulas que incluíam vibradores e lubrificantes. “Massageadores pessoais são uma das melhores maneiras de relaxar, com risco zero de DSTs”, dizia a revista, legendando a foto de um vibrador. Sobre os lubrificantes recomendados pela publicação, se dizia que “são ótimos para uso com ou sem camisinha”. Outra matéria tinha o título “Como contar a alguém que você está excitada”.

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Ao tomar conhecimento da notícia do cancelamento, Johnston escreveu: “Fiquei entusiasmada ao saber hoje que a revista Teen Vogue não terá mais a versão impressa. A editora, Condé Nast, a cancelou, enquanto manteve a impressão de outras revistas. A operação ‘Fora Teen Vogue’ foi uma campanha de pais preocupados, que não acreditam que sexo anal e brinquedos sexuais devam ser vendidos aos seus filhos sob o disfarce de uma revista de moda”.

“Os editores da Teen Vogue, Elaine Welteroth e Phillip Picardi, ignoraram as nossas preocupações e zombaram da nossa campanha, mas nós demos a eles uma resposta da qual nunca se recuperaram. Que o mundo tome nota: se você tentar empurrar obscenidade para os nossos filhos, especialmente visando lucro, nós vamos destruir você”, concluiu a mãe e ativista.

A Vogue é considera a mais importante revista de moda do mundo e é publicada desde 1892. Atualmente, conta com edições em 22 países. Não se sabe com certeza se a Teen Vogue teve descontinuada a sua edição impressa devido ao boicote ou simplesmente por causa da crise na mídia impressa. A sua edição online continua na ativa, incluindo as matérias citadas.

Assista ao vídeo de The Activist Mommy queimando a revista:

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