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Ana Clara Lazarini, Barbara Lores e Letícia Barbano

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Reflexões para mulheres reais

Cada um é único. Defeitos? Limitações? Diferenças!

Nem tudo que nos irrita são defeitos. Antes de fazer um juízo negativo, é importante distinguir o defeito da limitação e da diferença.

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Ano passado o filósofo Tomás Melendo [1] veio ao Brasil e deu uma palestra em São Paulo sobre família, com base em seu recente livro “Lares Luminosos e Alegres”. Gostei muito do que ele disse sobre a distinção entre defeitos, limitações e diferenças. Encontrei um artigo dele sobre o assunto, que transcrevo abaixo:

Se levássemos a sério a tão repetida afirmação de que cada pessoa é única e irrepetível, teríamos que concluir, em primeiro lugar, que todos somos diferentes entre nós. E diferentes em tudo, também nos nossos defeitos, nas nossas limitações.. e nas nossas diferenças!

Uma coisa é saber disso, outra coisa é colocar em prática. E outra coisa que é muito mais difícil é praticar com nossos familiares (filhos, irmãos, pais) e amigos. Mais difícil ainda é fazê-lo com o noivo ou o cônjuge, que são aqueles que precisam mais de nossa compreensão.

Os defeitos nos incomodam, as limitações nos incomodam.. e também nos incomodam as diferenças. Justamente por nos incomodar, tendemos a colocar tudo no “saco” dos defeitos, que é necessário corrigir…obviamente pelo bem do outro!

Se soubéssemos diferenciar, aprenderíamos a distinguir entre essas três realidades e economizaríamos muitos desgostos e bastantes problemas.

a) As diferenças não são defeitos, por mais que custe conviver com elas. Cada um é como é, único, irrepetível, incomparável e insubstituível. Não nos esqueçamos disso. Somente sendo desse jeito, poderá chegar a quem está chamado a ser: sua melhor versão, como costumam dizer.

Essa “melhor versão” é única para aquela pessoa: diferente de qualquer outra “melhor versão”, incluindo a que nós desenhamos para ela, a que nós gostaríamos, a que evitaria problemas ou incômodos.

b) Que temos limitações, assim em abstrato, todos nós admitimos sem muita dificuldade, e sabemos que precisamos aprender a conviver com elas. O que custa muito são as limitações daqueles que convivem conosco. Ainda mais se não temos a mesma limitação que o outro ou mesmo se temos a qualidade ou o talento que falta naquela pessoa.

Simples assim: “ não posso compreender como não consegue fazer algo tão simples…” Simples para nós. Os outros são….diferentes. Ninguém está obrigado a ser perfeito!

c) Os defeitos vão para o outro lado…

Antes de mais nada, deixemos claro o que é realmente um defeito

Não é- e já vimos isso- aquilo que “nos irrita”, ainda que normalmente nos incomode mesmo. Também não é uma simples limitação, nem mesmo uma diferença.

Em sentido próprio, um defeito é algo que faz dano a quem o tem porque prejudica também aqueles que estão ao seu redor, e vice-versa. É aquilo que o impede de desenvolver-se como pessoa, porque também torna mais difícil a convivência com os demais.

É simples assim. Ainda que custe – e como custa!- as conclusões são claras.

> As diferenças temos que amá-las e incentivá-las, por mais que nos possam irritar.

> As limitações temos que ter em conta, para não exigir de alguém aquilo que não pode dar e, sobretudo, para ignorar e focar nossa atenção em suas qualidades e pontos fortes, que é aquilo que devemos incentivar.

> A cada um temos que amar com seus defeitos, com amável disposição, e com paciência, para ajudar a superá-los. Sobretudo através de nosso amor! É preciso saber e considerar, ainda que seja óbvio, que a cada um custa superar os próprios defeitos….não os dos outros.

Dizendo de forma mais clara….

> As diferenças do meu cônjuge ou de cada um de meus filhos devo não só respeitá-las, mas, se os quero muito bem, devo incentivá-las com todas as forças e meios que estejam ao meu alcance, mesmo que isso me incomode ou não. Caso contrário, estarei negando-lhes a capacidade de crescerem como pessoas, e consequentemente de ser felizes.

> As limitações são algo com que tenho que contar e devo aprender a respeitar. É um absurdo, e fonte de frustrações sem medida, que peça a alguém o que não pode dar, por mais que para mim aquilo seja super fácil e não consiga compreender como é possível que ele ou ela sejam incapazes de realiza-lo.

> E os defeitos? Sei que posso provocar um escândalo, mas me lanço a afirmar: os defeitos devem chegar a produzir ternura em mim.

Não só os defeitos dos filhos, mas também do cônjuge. Também dos cônjuges. Também dos cônjuges!!

 

[1] Tomás Melendo é espanhol, Doutor em Ciências da Educação e Doutor em Filosofia.

 

Texto originalmente publicado em: https://es.zenit.org/articles/distingue-y-triunfaras/

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