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Reflexões para mulheres reais

A repercussão gerada pela PEC 181/15

Essa proposta aumenta o tempo de licença maternidade nos casos em que o bebê nasce prematuro. Mas essa PEC gerou discussão por outro motivo.

Grávida

A aprovação do texto base da PEC 181/15 trouxe importantes conquistas no campo pró-vida, mas gerou muita polêmica. A proposta de emenda à Constituição foi votada por uma Comissão Especial, com 18 votos a favor e 1 contra. Essa proposta aumenta o tempo de licença maternidade nos casos em que o bebê nasce prematuro. Ainda não sou mãe, mas imagino o quanto todas as mães ficaram felizes com essa decisão. Muitas vezes um bebê prematuro fica meses no hospital, e enquanto isso a mãe já está em sua licença maternidade. Quando o bebê finalmente pode ir para casa, resta pouco tempo até que a mãe precise voltar ao trabalho.

Mas essa PEC gerou discussão por outro motivo. Ela também inclui no texto constitucional que a vida deve ser defendida desde a concepção. Com isso, o aborto seria considerado crime em todas as condições, inclusive em caso de estupro. Como Jônatas Dias Lima,do Blog da Vida, aqui do Sempre Família, alertou, o texto constitucional não diz que o aborto nesse caso não é crime: apenas diz que não se pune. Você pode ler a matéria completa aqui.

Porém, o que mais me impressionou desde a votação da PEC é o argumento utilizado por algumas pessoas, na sua maioria, feministas. Vi comentários nas redes sociais, dizendo coisas do tipo: “18 homens decidiram por todas as mulheres”. Alguns comentários incluíam o seguinte: “18 homens, em sua maioria, brancos, cristãos decidiram que a mulher deve ficar com o fruto de um estupro”. Li textos que diziam também: “não se importam se essa criança vai para um orfanato, quando crescer, caso se torne um bandido, muitos que defenderam que ela nascesse, dirão que bandido bom é bandido morto”.

Mas com isso, eu me pergunto: e se esses 18 homens tivessem decidido pela descriminalização do aborto? Alguma feminista estaria se importando com o fato de que foram 18 homens, na sua maioria brancos e cristãos, que decidiram isso? Provavelmente a resposta seria não. Além disso, acredito que a maioria das pessoas que são contra o aborto, também são contra a pena de morte, pois defendem o direito à vida acima de tudo. Portanto, não diriam que “bandido bom é bandido morto”.

Sendo assim, o que percebo é a argumentação tendenciosa dessas pessoas. Reclamam que foram homens que tomaram essa decisão, porque a decisão não lhes agradou. Dizem que a mulher terá que ficar com o fruto de um estupro, mas eu lhes pergunto: que culpa tem o bebê? Vocês, ao argumentarem a favor do aborto em caso de estupro, estão a favor da pena de morte, mas não da morte do criminoso, e sim de alguém tão inocente quanto a mulher violentada, o bebê.

Espero ter deixado claro o quanto esses  comentários na verdade escondem um posicionamento tendencioso. Dizem que nós, que defendemos o movimento pró-vida, possivelmente defenderíamos a morte do bandido, mas essas pessoas defendem a morte do inocente. Esses 18 homens decidiram pelo futuro de mulheres: das futuras mulheres que ainda estão no ventre de suas mães.

Por Letícia C. Quadros.

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