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Facebook/Afonso Valladao de Avelar
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Defesa da Vida

Recém-nascida fica 20 minutos sem vida e “volta” ao ser batizada

Portadora de uma rara doença, Alice tinha sofrido três paradas cardíacas.

A brasiliense Alice nasceu com uma síndrome rara, chamada acidúria arginosuccínica, que afeta o ciclo da ureia. Ela entrou em coma nos primeiros dias de vida, foi entubada e, do Hospital Santa Lúcia, onde nasceu, foi levada ao Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

“Chegamos aqui no Sírio e eles fizeram o teste de amônia nela, deu altíssimo: 770. O normal é abaixo de 200, fica em torno de 50. Acima de 200 causa coma”, explicou Afonso Valladão, o pai, ao Estadão. Neste momento, o cérebro da recém-nascida estava começando a ser afetado. Ao passar por uma hemodiálise de mais de dez horas, Alice começou a acordar.

No entanto, aconteceram complicações e um cateter fez com que o bombeamento do sangue parasse. Alice sofreu três paradas cardíacas. Era o dia 24 de maio. “Os médicos estavam tentando reanimá-la, eu me ajoelhei no chão, comecei a orar bastante, eu estava no corredor. E pedi à misericórdia de Deus. Eu não acreditava, mas não tinha pra onde correr”, contou Valladão.

Bebê dá risada e bate palmas ao ser batizado e vídeo viraliza nas redes

Foi aí que apareceu o padre Fernando. “Ele viu que eu estava segurando uma cruz e perguntou se poderia batizar minha filha”, relatou o pai. No entanto, o batizado só poderia ocorrer se a menina estivesse viva. “Ele foi e acabou batizando ela entre um ataque cardíaco e outro. Enquanto isso, eu ainda estava ajoelhado, do lado de fora, orando por ela. Ela realmente voltou”, afirmou Valladão.

Desde então, tanto Valladão quanto sua esposa e mãe de Alice, Laura, têm rezado diariamente e passaram a acreditar em Deus. “Antes eu tinha uma crença no ser superior, mas eu não sabia. Hoje em dia eu creio em Deus”, contou o pai.

Ele não tem certeza se o batizado foi o que realmente ajudou sua filha a recuperar a vida, mas sente que a presença do padre, naquele momento, o ajudou: “Eu pedi para Deus um sinal”, disse.

Alice segue internada no Hospital Sírio Libanês e está mais estável. Ela precisa de medicamentos que não existem no país e o casal tem de desembolsar 4 mil reais a cada duas semanas para obtê-los. Além disso, a menina precisa de um leite especial, cuja lata custa 200 euros.

Para conseguir cobrir todos os gastos, os pais criaram uma vaquinha online e esperam arrecadar R$ 300 mil. Futuramente, quando estiver em estado completamente estabilizado e engordar, Alice terá que se submeter a um transplante de fígado.

 

Com informações de Agência Estado.

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