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Angélica Favretto

Mil Novecentos e Bolinha

Um blog nostálgico

Chaves: há 34 anos rendendo boas risadas no Brasil

Lançado em 1971, no México, o programa é transmitido pelo SBT há mais de 30 anos e sempre rende boas risadas.

chaves

Nem sei dizer de quando é minha primeira lembrança de assistir Chaves no SBT. Mas, para mim, desde sempre ele esteve lá. O pai de uma amiga minha era super fã e tenho amigos que também são. Eu nunca fui uma espectadora exemplar do programa, mas sempre que possível dava uma olhada no menino que morava dentro de um barril em uma vila. E, claro, frases como “Foi sem querer querendo” ou “é que quero evitar a fadiga”, vez ou outra ainda aparecem na minha rotina.

As histórias de Chaves e seus amigos conquistaram fãs em todo o mundo e, parece que aqui no Brasil o amor pelo menino é maior ainda. Há alguns dias, inclusive, muitos desses fãs foram pegos de surpresa ao saber que episódios do programa passarão no Multishow. Mas e o SBT? E a tradição de assistir por lá?! Calma. O contrato não prevê exclusividade e a emissora do “Patrão” ainda vai ser a principal casa de Chaves.

No México, o Chaves atende pelo nome de Chavo, que é uma gíria usada para chamar os meninos. Parece que aqui não ficava tão sonoro chama-lo assim, então batizamos de Chaves mesmo. O primeiro episódio foi ao ar naquele país 1971 e aqui chegou em 1984, se hospedando no SBT (que na época era chamado de TVS) e permanecendo lá até agora. Uma baita estadia, né?! E nesse tempo todo, poucas foram as vezes em que ele esteve fora do ar.

O personagem foi criado e interpretado por Roberto Gómes Bolaños e apareceu pela primeira vez durante um esquete no Programa Chespirito, da Television Independiente de México (TIM).  A ideia de Bolaños era contar a história de um menino de oito anos, que morava em uma vila onde tinha amigos e vizinhos, mas que dormia dentro de um barril. Enredo simples, com situações corriqueiras e engraçadas, em um cenário que por anos foi feito de papelão e isopor. Foi quando a Televisa comprou a TIM que as coisas mudaram, a vila ganhou boa estrutura e os personagens roupas novas, afinal fazia sucesso.

Os famosinhos

Alguns dos episódios, claro, fizeram mais sucesso do que outros. O que acontece um show de talentos na vila é um deles. Nele tem o poema sensacional de Chaves, a música que o Quico faz para a mãe, mas que não consegue nunca terminar de cantar… HAHAAHAH!

 

“Vamos todos a Acapulco” é outro. O episódio precisou ser dividido em três partes e no Brasil tinha a praia do Guarujá/SP como destino. O episódio, tem uma música que ficou bastante conhecida, o “Boa noite, vizinhança”, que dizem ter sido escrita como uma homenagem ao ator interprete de Quico (Carlos Villagrán), que estava saindo da série na época. Villagrán ganhou um programa solo e por isso se despedia da atração na ocasião. Ah! E esse episódio foi feito especialmente para promover um hotel do Grupo Televisa, na cidade.

Aqui uma chateação minha: em 2015 estive na Cidade do México, de férias. Sabendo do sucesso do Chaves aqui, achei que chegando lá veria muitas menções ao personagem, mas nada. Então pensei: “Em Acapulco há de ter alguma coisa, pelo menos no hotel”. Mas lá também não tinha naaaada! Disseram que dá para visitar o quarto onde foram gravadas algumas cenas, mas não há nada que diga que foi ali mesmo. Então nem fui ver. =P Apesar disso, fiquei feliz em estar na mesma piscina em que eles estiveram. \o/

Inéditos

Dizem que a gente aqui no Brasil não viu tudo de Chaves ainda. Talvez o Multishow se encarregue disso agora. Parece que lá na década de 80, quando o Silvio Santos trouxe o Chaves para cá, ele só havia comprado 13 episódios inicialmente. Aí o sucesso fez com que ele comprasse mais alguns lotes, mas nunca veio tudo.

Algumas curiosidades

– O Roberto Gómez Bolaños, estudou engenharia, mas nunca atuou na área

– Os sapatos que o Chaves usa foram dados por Chiquinha, quando ele foi pela primeira vez na vila

– A última pessoa a alugar um apartamento na vila foi a Dona Clotilde

– Tangamandápio, a cidade do carteiro Jaiminho nasceu, existe mesmo! Ela fica no estado de Michoacán, no México

–  Quando Ramón Valdés, o Seu Madruga, morreu, Angelines Fernández (Bruxa do 71) ficou horas de pé ao lado do caixão, porque eles eram muito amigos

– O programa já foi dublado para mais de 50 idiomas, e foi exibido em países como China e Marrocos

 

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