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Educação dos filhos

Livro ensina o que fazer diante da imposição da ideologia de gênero nas escolas

Psicóloga Marisa Lobo traz um histórico do controverso conceito, fala sobre seus efeitos negativos na infância e ensina pais e professores a reagirem

 O histórico e os principais problemas decorrentes da imposição ideológica do conceito de “gênero” na educação brasileira estão compilados no livro “A Ideologia de Gênero na Educação”, da psicóloga Marisa Lobo, que pretende ser um auxílio a pais e professores que lidam com o tema. Palestrante conhecida em todo país por sua atuação em defesa de pautas pró-família, a psicóloga faz em seu livro uma reflexão sobre as motivações por traz de um tema que é insistentemente imposto aos brasileiros, apesar de toda a rejeição popular que gera.

No texto, a autora lembra que não é dever da escola a educação religiosa e moral, mas sim dos pais, que devem proteger seus filhos de qualquer que seja o abuso, “mesmo aquele que é cometido pela escola ou professor, quando algum tipo de ensino ou exigência afronta as tradições religiosas e morais do aluno”.

Para ela, o professor deve agir com sabedoria diante das situações diárias que podem gerar conflitos entre eles, a escola e a família, para que possa transitar entre esses núcleos sem interferir com tanta ênfase no lar dos estudantes, a menos que sejam casos de violência contra o direito e a integridade física, por exemplo. Assim, o livro vem com o objetivo de apontar alguns problemas sociais, culturais, políticos, religiosos e outros que possam auxiliar o professor a enfrentar as pressões geradas pelo novo Plano Nacional de Educação, por conselhos educacionais e militâncias feministas e LGBTTs sobre a igreja e família.

O que é “ideologia de gênero”?

O livro é ainda uma crítica à maneira como o Ministério da Educação tem conduzido a educação no Brasil – em especial durante os anos em que o PT esteve no poder -, e é também um trabalho feito a partir da constatação de Marisa, de que os professores têm a necessidade de um contraponto que estimule a visão crítica, para que nem eles e nem seus alunos se tornem massa de manobra em um sistema de ensino que está aos poucos buscando a reorientação dos valores morais das crianças.

Para facilitar o entendimento da ideologia de gênero, Marisa traz a definição de sexualidade, sexo e gênero, apontando quais são os quatros tipos de orientação afetivo-sexual (heterossexual, bissexual, homossexual e assexual) e explicando rapidamente como cada um se define.  Na sequência, ele trata sobre a identidade de gênero, que de acordo com o que os promotores da ideologia afirmam, diz respeito à maneira como as pessoas se reconhecem dentro dos padrões de gênero estabelecidos pela sociedade.

Associação de pediatria dos EUA declara-se formalmente contra a ideologia de gênero

Ela fala ainda do transtorno de gênero infantil, mostrando que a confusão de conceitos em relação à identidade sexual, presente hoje na sociedade, gera no indivíduo suspeitas que fazem com que ele duvide de si mesmo e passe a se preocupar em contentar determinados grupos sociais. Esse transtorno é muito maior em meninos, de acordo com pesquisas, o que remete segundo a autora à teoria queer, que se concentra na desconstrução do poder do sexo masculino pelo movimento feminista.  Tudo isso pode gerar um conflito e interferir no complexo de Édipo que se não for tratado de maneira positiva pode acarretar em uma confusão psicológica de gênero sexual e sexo, da criança em desenvolvimento. O complexo de Édipo fala sobre a elaboração da identidade da criança.

LIVROOutro fator que influencia os conflitos de identidade sexual na criança, e que é trazido no livro de Marisa, é a exposição a temas que eram antigamente de discussão do mundo adulto. As redes sociais e os temas transversais apresentados ainda no Ensino Fundamental podem causar confusão às crianças que ainda estão na primeira infância. A precocidade e às vezes a falta de cuidado em tratar desses assuntos com os pequenos alunos, segundo ela, podem erotizá-las.

De acordo com a psicóloga, também, a estratégia que a ideologia de gênero tem de desestabilizar a família, e o intuito dos doutrinadores políticos de desconstruir os valores familiares com o auxilio da educação vem camuflado no discurso de “luta contra a homofobia, generofobia e transfobia”. Na escola, as crianças são o alvo principal, porque nessa idade elas ainda estão em desenvolvimento e o pensamento construtivista dos professores as influencia. Elas não têm maturidade moral para discernir o que é ou não correto e ao querer respeitar alguns, as instituições de ensino estão desrespeitando o direito de ser criança, de muitos estudantes.

A escola brasileira, segundo a autora, é hoje mais política do que acadêmica, e isso é perceptível quando se vê que os promotores da ideologia de gênero estão tentando arregimentar os alunos, como soldados, para um exercito de pessoas que tratam fé, sexualidade e família, de forma pejorativa. Por não terem um repertório que seja suficiente para que ele questione e interaja com determinados assuntos, a criança em idade escolar pode assumir comportamentos para os quais ainda não está preparada. O professor exerce a autoridade de educador e pode manipular aluno e seu pai, com o discurso de que a criança se tornará um cidadão respeitoso, quando na verdade ela pode estar cometendo uma violência psíquica contra essa pequena, ainda em formação. E se a criança já tiver problemas com sua sexualidade, essa exposição inadequada no ambiente escolar pode alterar ainda mais seu comportamento.

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A ideologia de gênero, segundo Marisa, é uma ameaça ao ambiente escolar. Por tratar-se objetivamente der uma ideologia, ela chega à escola pela imposição, sem se preocupar com os efeitos nocivos que podem provocar nos alunos. A doutrinação de gênero se infiltra no ambiente escolar por meio das mais diversas disciplinas, já que os Parâmetros Nacionais Curriculares (PCN) prevê que vários temas sejam ensinados de modo interligado. Para exemplificar essa situação, a psicóloga traz vários casos que aconteceram no país, e em que a questão foi apresentada em aulas de português, história, biologia e redação.  Ainda, a autora apresenta alguns dos livros didáticos e paradidáticos, recomendados pelo MEC, e utilizados por professores doutrinadores dessa ideologia.

Nos últimos capítulos ela apresenta sugestões para pais e professores reagirem quando se depararem com tal doutrinação ideológica no ambiente escolar. Ela traz o que a legislação vigente diz sobre educação infantil, responsabilidade da família e os direitos que a lei lhe garante.

Todo o livro funciona como um esclarecedor de dúvidas para quem tem filhos em idade escolar e para professores que buscam compreender a melhor maneira de tratar temas delicados, sem ferir a integridade da criança e nem os valores de suas famílias.

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