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Diogo Alpendre
Diogo Alpendre

Filmes da Vida

História de filmes que vivemos todos os dias

Os hábitos que deixamos de herança

Todos somos muito mais parecidos com os nossos pais do que gostamos de admitir. Você gostaria que seu filho tivesse hábitos tão parecidos com os seus?

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Quando era mais jovem gostava de criar teorias que explicassem fatos e situações em que a ciência não me esclarecia. Afinal, sem precisar trabalhar exaustivamente e com muito menos responsabilidades, havia tempo para utilizar a criatividade e refletir sobre coisas além do pagamento de contas, de metas e dicas de como melhorar a educação dos filhos, então viajava em teorias quase sempre bem elaboradas a respeito de quase tudo que me gerasse dúvidas.

Por que filhos herdam manias dos pais mesmo sem sequer terem convivido?

Qual foi a inspiração que possibilitou ao primeiro comedor de caranguejo em entender que daquele animal de patas finas e peludas, corpo gordo e olhos esbugalhados pudesse se extrair uma carne deliciosa e ao mesmo tempo nojenta?

Como os movimentos lunares podem influenciar o crescimento do cabelo mais do que a própria alimentação?

Enfim, muito mais tempo para pensar em coisas que na maioria das vezes não faziam a diferença para quase ninguém.

Hoje, casado e com filhos, trabalhando e estudando, me limito a utilizar essa criatividade em coisas que tenham pelo menos ligação com o cotidiano que vivemos, e é sobre algo ligado a isso que gostaria de escrever hoje.

Quando criança não tive convívio com o meu pai mas mesmo assim era constantemente lembrado pela minha mãe de manias que ele tinha e que eu, seja por predisposição genética, memória hereditária ou simplesmente o acaso, acabava por também ter.

Confesso que mesmo agora como pai, não sei explicar exatamente como meu filho mais velho (6 anos) insiste em cruzar as pernas do mesmo jeito que eu, ou pelo fato de que desde o nascimento puxou da mãe e da tia a mania de mexer nos próprios cabelos para dormir, enquanto o mais novo (4 anos) dorme exatamente na mesma posição que a mãe.

Acho engraçado como essas manias se apresentam para nós e como evoluem com o passar dos anos, influenciando as pessoas que convivem conosco e em alguns casos mudando os hábitos para sempre. Parece dramático e exagerado falar assim mas acredite, minha linha de raciocínio provavelmente fará sentido para você.

Imagine que crianças são esponjas, e como esponjas elas absorvem tudo. O que ouvem, o que vêem e até mesmo a energia (sim, acredito em energia) pode ser absorvidas por uma criança.

Um exemplo simples é o hábito de roer as unhas. Imagine uma criança que convive com um adulto que constantemente rói as unhas, passa a perceber esse hábito como normal e pode, por simplesmente espelhar as atitudes desse adulto, começar a roer unhas também. Seja por “herdar” a ansiedade do adulto ou por simplesmente achar que deve, já que aprende muito mais por exemplos do que por outras formas.

Este simples mau-hábito pode parecer não influenciar a vida de alguém mas vamos trocar a mania de roer unhas com o hábito de beber refrigerante, ou de ser agressivo no trânsito, ou até pior, vamos trocar esse simples hábito pelo vício em cigarro ou bebida.

Agora acho que você entendeu o meu raciocínio.

O fato de uma criança conviver com alguém que bebe ou fuma pode influencia-la a adquirir os mesmos hábitos? Ou neste caso, os mesmos vícios?

Eu acredito que sim.

Não me leve a mal, todos temos os nossos vícios e manias, mas acho interessante pensar em quanto e de que forma eles podem influenciar as pessoas que convivem conosco. Além disso, acho importante tentar entender as nossas manias e de que forma surgiram em nossas vidas.

Todos somos muito mais parecidos com os nossos pais do que gostamos de admitir. Você gostaria que seu filho tivesse hábitos tão parecidos com os seus?

Um filho que vê o seu pai o tempo todo com o celular nas mãos pode se tornar uma criança mais insegura por ter que concorrer constantemente pela atenção contra a tecnologia?

Uma filha que vê seu pai ou mãe envolvidos em relacionamentos supérfluos pode adquirir uma dificuldade em se relacionar de forma positiva no futuro?

Um filho que convive com uma família fumante pode adquirir o vício por influência e repassar isso através das gerações?

Muitas vezes nos preocupamos como os amigos dos nossos filhos estão os influenciando e não paramos para analisar qual a influência que nós estamos exercendo sobre eles. O mundo está tão louco que me sinto obrigado a parar de vez em quando para refletir o quanto estou contribuindo para esta loucura.

Assisti, há algum tempo, o filme Homens, Mulheres e Filhos, de 2014.

Já havia lido o livro e o filme resume bem a história e me fez lembrar o quanto o que acontece na nossa vida é capaz de influenciar os nossos filhos neste mundo maluco e moderno em que vivemos.

Um bom filme e seja o melhor exemplo para quem vive com você.

Homens, Mulheres e Filhos – 2014

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