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Esther Cristina Pereira

Educação, Família e Escola

Reflexões sobre educação e a relação escola-família

Existe uma forma correta de proteger e cuidar dos filhos?

Excesso de zelo pode, involuntariamente, prejudicar o amadurecimento das crianças

No post de hoje gostaria de conversar com vocês, leitores, sobre as maneiras de cuidar e proteger nossas crianças. Atualmente, percebo que muitos pais acabam exagerando no que diz respeito ao zelo que têm com os filhos. Esse excesso pode, involuntariamente, sufocar e prejudicar o desenvolvimento da autonomia do pequeno. Nossos filhos necessitam de espaço, eles precisam amadurecer e aprender a resistir sozinhos quando os pequenos, ou grandes, percalços da vida surgirem.

Um dos primeiros desafios que eles enfrentam é a entrada na escola. Ainda hoje vejo crianças que não querem se desvencilhar do conforto do colo da mãe, que choram e se agarram à ela no portão da escola.

Analisando esse comportamento, me questionei sobre o real motivo pelo qual as crianças, mesmo depois de 120 dias indo para a escola, não conseguem se desprender da figura materna. Afinal, por que todo esse drama?

Os professores até tentam tranquilizar os pais dizendo-lhes que essa reação é totalmente normal no início da vida letiva. Atualmente a tecnologia tem nos auxiliado nesse quesito, possibilitando a gravação de filmes de curta duração que são enviados aos pais para confortá-los de que o filho está bem na escola. No entanto, para chegar a um entendimento é necessário fazer uma avaliação mais ampla, que abrange o comportamento do adulto que está em torno desse pequeno ser humano em formação.

A criança, mesmo pequena, possui a capacidade de avaliar e perceber o universo ao seu redor. Ela faz leituras do mundo que a cerca, gerencia as atitudes que acontecem em volta de si e coordena os processos familiares sem que os adultos percebam.

A escola, no entanto, é a primeira ascensão social na vida de nossos filhos. Temos que entender que essa é uma experiência necessária. Eles saem do seio familiar – onde são protegidos – para um espaço de livre arbítrio, onde poderão fazer suas próprias escolhas e, consequentemente, responderão por elas.

Aos pais vale a reflexão de que são os adultos que têm a responsabilidade moral e ética de ensinar para as crianças como sobreviver neste vasto mundo.

 

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