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Esther Cristina Pereira

Educação, Família e Escola

Reflexões sobre educação e a relação escola-família

Ensinando os filhos a lidar com a negação

Pais devem ensinar os filhos a transformar negativas em estímulos

Por que será que a monossílaba ‘não’ é ouvida e sentida por nossos filhos como uma grande avalanche de tristeza? Onde estamos falhando ao deixar de ensinar os pequenos a lidar com a frustração e a negação?

Imagine o quanto é importante na vida de qualquer ser humano ter a capacidade de ouvir uma negativa e lidar com ela de maneira saudável, inclusive utilizando-a para o seu crescimento pessoal. Como transformar uma negação em algo positivo é um tema que precisa ser trabalhado desde a tenra idade, tanto em casa quanto na escola.

Tudo começa já nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança é disciplinada para ser amamentada a cada três horas. No entanto, há situações em que as mães não conseguem delimitar essa pausa e o bebê acaba mamando na hora que quer. Nesse caso, cabe à mãe a responsabilidade de impor os limites ao filho. Esses primeiros movimentos de disciplina delimitarão o caráter e serão de grande valia para a vida da criança em sociedade.

É importante que o ‘não’ seja, sempre que possível, justificado e explicado pelo adulto. Dessa maneira a criança perceberá que tudo na vida tem começo, meio e fim. A negativa justificada fará com que a criança entenda e pratique a escuta, uma das habilidades primordiais para relacionamentos saudáveis. Ao ouvir a justificativa, a criança iniciará consigo um processo de auto reconhecimento e entenderá que ao dizer ‘não’ terá que justificá-lo perante a sociedade.

Outro ponto interessante de ressaltar é que muitos pais da nova geração se culpam por permitir que o ‘não’ se transforme em ‘sim’. Isso dá abertura para que as crianças – com suas capacidades mentais acentuadas – façam leituras e análises dos ambientes jogando de acordo com as possibilidades permitidas. Este jogo é completamente diferente quando se trata da mãe ou do pai, onde razão e emoção se transformar em mudança de comportamento. Por exemplo, ao sair com a mochila da escola a criança entrega-a para a mãe, pois sabe que ela carregará o objeto. Já ao ser recebido pelo pai na porta da escola, a situação é outra: o filho faz questão de carregar a mochila, pois isso confere, de certa forma, independência e maturidade.

As crianças possuem um poder de observação muito grande, portanto, ao perceber um comportamento tirano no pequeno, avalie e converse para que este não se repita mais. Os pequenos precisam perceber que os adultos em volta dele são inteligentes e capazes ao ponto de perceber quando existe uma jogada. Colocar limites e dizer ‘não’ aos desejos dos pequenos não é uma tarefa fácil, porém é a maior prova de amor que os pais podem dar aos filhos.

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