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O padre Ngamouna em Kingoué, no Congo, e a cidade italiana de Amatrice, devastada. Fotos: Amici Senza Confini Onlus e La Repubblica.
O padre Ngamouna em Kingoué, no Congo, e a cidade italiana de Amatrice, devastada. Fotos: Amici Senza Confini Onlus e La Repubblica.
Virtudes e Valores

Comunidade do Congo se solidariza com vítimas de terremoto na Itália e oferece doação

Uma comunidade pobre que recebe constantes doações de italianos se sensibilizou e resolveu retribuir a solidariedade.

As autoridades da cidade italiana de Amatrice, parcialmente destruída por um terremoto em agosto de 2016, receberam uma doação inesperada em meados de dezembro: 238 euros enviados pela comunidade de Kingoué, um distrito de 15 mil habitantes no sudoeste da República do Congo onde 9 em cada 10 habitantes não recebem salário e até a eletricidade e a água corrente é escassa.

No fim de agosto, Ghislain Ngamouna, um padre congolês que estudou na Itália, ficou sabendo do terremoto e mostrou imagens das casas e bairros devastados aos seus paroquianos. Fundador da associação Amigos do Congo, Ngamouna leva ao país ajuda financeira de doadores italianos há anos. Sensibilizados pelo sofrimento dos italianos, os habitantes do distrito resolveram retribuir a ajuda.

Os habitantes do local vivem do cultivo de mandioca, milho e abacaxi e da criação de vacas, porcos, ovelhas e cabras. O prefeito e o chefe da aldeia organizaram uma coleta, que levou semanas até que se pudesse arrecadar um valor substancial. Todo domingo, na missa, cada um oferecia o que podia. O resultado foi 156.400 francos congoleses, o equivalente a pouco mais de 800 reais.

Uma voluntária italiana da associação que vive no Congo, Jenny Peppucci, de 27 anos, recebeu o montante. “Me chamaram e disseram: ‘Já que vocês fazem tanto aqui, queremos também nós ajudar nessa situação difícil para vocês’”, conta ela.

O dinheiro chegou à Itália acompanhado de uma carta ao presidente da região da Úmbria, assinada pelo prefeito do distrito congolês, Daniel Mouangoueya. “Nós nos sentimos envolvidos no luto que toca seu país; todos os dias os italianos realizam atividades humanitárias em nossa área. Decidimos organizar uma coleta para manifestar a nossa solidariedade”, escreveu Mouangoueya.

Com informações de La Stampa.

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