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Casamento e Compromisso

Como viver o primeiro ano de casamento: 7 conselhos de vários países do mundo

Jo Piazza visitou 20 países pedindo conselhos a centenas de mulheres sobre como viver o “ano do cimento úmido” – um período decisivo para a vida do casal.

Jo Piazza e Nick Aster se conheceram em um barco nas Ilhas Galápagos. Depois de um curto namoro, se casaram. Mas Jo estava preocupada com o primeiro ano de casados, chamado por muitos autores de “ano do cimento úmido”: é o ano em que se criam hábitos que vão permanecer pelo resto da vida do casal e em que se molda a identidade de cada cônjuge como esposo e esposa.

Como jornalista especializada em viagens, ela decidiu então unir o útil ao agradável: percorreu 20 países para pedir conselhos a centenas de mulheres sobre como viver o primeiro ano de casamento. O resultado foi o livro How to Be Married: What I Learned from Real Women on Five Continents About Surviving My First (Really Hard) Year of Marriage (“Como viver o casamento: o que eu aprendi de mulheres reais dos cinco continents sobre sobreviver ao meu primeiro (e realmente difícil) ano de casada”, em tradução livre). Confira algumas das dicas colhidas por Jo:

 

  1. Dinamarca: deixe o telefone de lado e crie um lar aconchegante

O celular é um aparelho poderoso: pode receber mais atenção do que qualquer pessoa ao seu redor. Não foi uma surpresa, portanto, que em boa parte dos países ocidentais, Jo ouvisse esse conselho. Mas foi na Dinamarca que ela constatou uma decisão realmente firme a esse respeito por parte de homens e mulheres: “Quando você está com seu cônjuge, realmente tem que estar com seu cônjuge”, disseram a ela. Do país escandinavo, ela aprendeu ainda a palavra hygge, que significa algo como “a arte de criar um lar onde seja possível se sentir acolhido” – uma habilidade fundamental para um lar feliz.

 

  1. Índia: pratique a gratidão em seu relacionamento

Das mulheres que vivem em pequenos povoados ao longo do rio Brahmaputra, Jo aprendeu a nunca comparar o seu casamento com o de outros casais. Em vez disso, é preciso ser verdadeiramente grata por tudo de bom que o cônjuge faz e expressar com frequência essa gratidão. Já em Meghalaya, onde vive uma das poucas comunidades matriarcais do mundo, o conselho foi que todas as decisões sobre o dinheiro devem ser tomadas em conjunto, mesmo quando um dos cônjuges contribui mais que o outro para o orçamento familiar.

 

  1. Israel: cuide de você

“É fácil se perder em um casamento”, disseram a Jo várias judias ortodoxas que vivem em Jerusalém – mulheres fortes e destemidas, prontas para proteger a sua família em uma das regiões mais instáveis do mundo. “É fácil que, cuidando do marido e dos filhos, nos esqueçamos de cuidar de nós mesmas. Tome tempo para você e o casamento também será melhor para ele”. Esse cuidado pode vir de vários modos, segundo as sugestões das israelenses: “Faça um passeio sozinha, medite, tome um bom banho, prepare a sua comida favorita…”

 

  1. Holanda: priorize a sua família como aquilo que é mais importante em sua vida

Na Holanda, Jo percebeu que as mulheres não permitem que suas carreiras interfiram em seus relacionamentos. A maioria das mulheres holandesas – 75% –, casadas ou não, optam por trabalhar a tempo parcial para ter mais tempo para seu casamento, seus filhos e seus interesses pessoais. Elas chamam essa opção de “decisão libertadora” – bem diferente de outros contextos em que isso seria julgado como uma concessão ao patriarcado.

 

  1. México: purifique-se de suas inseguranças

No México, Jo foi aconselhada a se libertar daquela pesada carga de inseguranças e traumas com a qual muitas vezes se chega ao casamento: se os seus pais se separaram, isso não significa que você vai se separar também, e se o seu primeiro namorado enganou você, não quer dizer que seu marido vai fazer o mesmo. O marido de Jo participou até mesmo de um rito de purificação no país latino-americano, para deixar para trás toda essa carga e começar o casamento de um ponto de partida limpo e promissor.

 

  1. Suécia: busque a igualdade de papéis, mas não o tempo todo

Na Suécia, a licença parental por ocasião do nascimento ou da adoção de um filho dura 18 meses, que são divididos entre o pai e a mãe: cada um deve pegar no mínimo 90 dias, mas o restante fica a critério do casal. Muitos pais se esforçam por dividir esse tempo de forma equânime – o que faz com que muitos maridos percebam o quanto o trabalho de casa pesa às mulheres e decidam equilibrar essas tarefas também após o fim da licença. Ainda assim, as suecas aconselharam Jo a nunca manter uma calculadora mental que registre impiedosamente cada hora que cada cônjuge dedica à casa e aos filhos: a vida dá muitas voltas e às vezes essas tarefas cabem mais a um, outras vezes a outro. O importante é que cada um não perca de vista esse comprometimento.

 

  1. Quênia e Tanzânia: amplie o círculo de pessoas que estão dispostas a ajudar

Na África subsaariana, Jo esteve com as tribos Maasai e Samburu, que praticam a poligamia. A jornalista não se vê compartilhando seu esposo com outras mulheres, mas pôde tirar uma lição da vida das quenianas e tanzanianas. Nessas tribos, as mulheres reconhecem que necessitam umas das outras para compartilhar as cargas da vida. Já no Ocidente, tendemos a nos isolar, formando “tribos de dois”, como escreve Jo. “É imperativo que ampliemos nossas tribos”, diz ela, ampliando o nosso círculo de amigos e fazendo crescer uma cultura mais relacional, em que procuremos ajudar mais uns aos outros na criação dos filhos.

 

Com informações de Hacer Familia.

 

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