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Imigração

Como sair do Brasil e se mudar para a Irlanda com sua família

A "Ilha Esmeralda" atrai cada vez mais brasileiros devido ao visto que permite conciliar trabalho e estudo no país

De acordo com um documento divulgado recentemente pelo Departamento de Justiça e Igualdade do país, mais de 9 mil brasileiros estão, atualmente, na Irlanda, estudando em instituições de ensino certificadas pelo governo, para garantir o visto de estudante. Esse número é três vezes maior do que o de estudante chineses, que ocupam o segundo lugar na lista, e ajuda a ilustrar a atração crescente que o país tem exercido sobre quem mora no Brasil.

Um dos fatores que certamente tem contribuído para a boa reputação do país entre os brasileiros é a existência de um visto de estudante que também inclui a possibilidade de trabalhar, condição incomum em outros países anglófonos. Durante o período de curso, que é de seis meses, o estudante pode trabalhar 20 horas, e nas férias 40 horas, o que facilita a adaptação e sustento desse aluno, no país.

Como sair do Brasil e se mudar para a Austrália com a família

Essa facilidade, somada à já famosa qualidade de vida no país, fazem com que muita gente vá como estudante, mas resolva permanecer em definitivo e até trazer a família em seguida. As boas condições de segurança, infraestrutura e mobilidade urbana são um argumento e tanto para isso.

Confira a seguir as dicas que o Sempre Família preparou para quem se encantou pela Irlanda e quer saber o passo a passo para colocar a mudança em andamento. O brasileiro Bruno Ribeiro, executivo de marketing da The English Studio – escola de idiomas credenciada pelo governo irlandês – nos ajudou com as dicas:

Tipo de visto

– Temporário ou permissão limitada (Stamp 0): tem duração de 90 dias e é preciso que o o imigrante que deseje entrar com esse visto na Irlanda, tenha como se sustentar ou alguém que faça isso por ele. É preciso comprovação. Neste link você tem mais informações:

 

– Visto de Trabalho (Stamp 1): com uma proposta de trabalho de uma empresa que esteja no país, é fácil aplicar para este visto. Ele é emitido também para quem recebeu permissão de residência, permissão de trabalho para dependente de cônjuge ou para quem tem permissão para abrir um negócio. “Com cinco anos de trabalho no país, você consegue o passaporte irlandês. E há dois tipos de visto que permitem estender à família: um é quando há um setor com alta demanda, como TI, por exemplo. Nesse caso o cônjuge pode ir junto e filhos também”, explica Ribeiro.

 

– Visto de estudante com permissão para trabalho (Stamp 2): é o visto que a maioria dos brasileiros consegue. Ele permite que você estude regularmente em uma instituição local, trabalhando por até 20 horas durante o período letivo e nas férias, até 40 horas. A duração do visto é de oito meses, sendo seis deles de estudo e outros dois de férias. Quando a primeira aplicação termina, você pode contratar mais duas vezes um curso de seis meses, então há possibilidade de ficar no país por cerca de dois anos, nesse sistema. Depois disso, você pode aplicar para um visto de trabalho, caso você tenha conseguido uma vaga local, mas é preciso que haja um valor específico de salário. Ribeiro explica que, caso você vá ao pais para uma graduação ou pós-graduação, o visto passa a ter a validade do curso e você pode ficar até um ano procurando um trabalho.

 

– Visto de estudante sem permissão de trabalho (Stamp 2A): semelhante ao anterior, o estudante deve estar matriculado em um curso de curta duração, mas ele não tem permissão para trabalhar.

 

– Permanência sem permissão de trabalho (Stamp 3): é emitido para cônjuge ou dependente de alguém que já tenha a permissão de trabalho, para ministros de alguma denominação religiosa ou membro de uma ordem religiosa que tenha origem em algum país da União Europeia. Essa pessoa não pode abrir qualquer negócio durante o período de visto e nem trabalhar em qualquer lugar.

 

– Permanência (Stamp 4): garante a permanência no país até uma data especificada pela imigração. É emitido para membro da família de um cidadão europeu, para o parceiro/cônjuge de um cidadão irlandês, para refugiados e refugiados de programas humanitários.

 

– Passaporte europeu: caso você tenha a cidadania em algum país da Europa, você e seu cônjuge conseguem ficar no país. O seu cônjuge consegue o visto de permanência e tem todos os direitos que você, e seus filhos também.

 

Escola para as crianças

De acordo com o site especializado e-Dublin, na Irlanda a educação é obrigatória dos seis aos dezesseis anos de idade, e as escolas públicas são gratuitas para todos, inclusive para os imigrantes.

Àqueles que tem filhos mais novos é importante saber que, apesar da obrigatoriedade aos seis, a partir dos três anos já é possível concorrer a uma vaga na educação infantil do país, mas há filas de espera. Os pais de crianças ainda menores precisam levar em conta os gastos que terão com babás ou creches particulares.

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Atenção, contudo, se você pensa em ir para a Irlanda com o Stamp 2, que é a mais comum entre os brasileiros. Essa modalidade de visto não concede direito à vaga em escolas irlandesas, por tratar-se apenas de uma permissão de residência. O mesmo vale para todos os demais serviços públicos, como atendimento médico, por exemplo.

O órgão estatal que cuida da imigração no país, o INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service), informa que  só poderão levar os filhos para morar na Irlanda aqueles que possuem tipos de visto Stamp 3, Stamp 4 ou aqueles que possuem cidadania europeia.

 

Mercado de trabalho

A sugestão de Bruno é que um dos membros da família consiga trabalho em uma das áreas críticas do país, como TI, Saúde, Comércio Exterior e Engenharia, que têm uma grande demanda por mão de obra especializada, e com isso é possível que haja a extensão do visto para a família, como explicamos no item Visto de Trabalho. O salário mínimo no país é de cerca de 10 euros a hora, sendo um dos melhores da Europa.

 

 

Links úteis:

Para alugar ou comprar casas e apartamentos: http://www.daft.ie/

Para busca de trabalho: http://www.jobs.ie/

Imigração: http://www.inis.gov.ie/

 

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