Sempre Família - Porque cuidar é fundamental

Conecte-se ao Sempre Família

Siga-nos:
PUBLICIDADE
path3371
foto minha
Jônatas Dias Lima

Blog da Vida

Bioética e o movimento pró-vida pelo mundo

Há 40 anos uma mentira admitida legalizou o aborto nos EUA

Nesta terça-feira (22/01) os Estados Unidos lembram os 40 anos do caso Roe versus Wade, que legalizou o aborto no país, e do caso Doe versus Bolton, que estendeu a permissão de abortar para qualquer momento da gestação. A data é repercutida em vários veículos de comunicação, mas a matéria publicada pelo Life Site News […]

stock.xchng

Nesta terça-feira (22/01) os Estados Unidos lembram os 40 anos do caso Roe versus Wade, que legalizou o aborto no país, e do caso Doe versus Bolton, que estendeu a permissão de abortar para qualquer momento da gestação. A data é repercutida em vários veículos de comunicação, mas a matéria publicada pelo Life Site News (LSN) – possivelmente o site pró-vida mais visitado no mundo – é especialmente chocante para quem não conhece os detalhes desses processos. O site resgata os pronunciamentos das protagonistas dos dois casos, afirmando que se arrependeram, que foram usadas pelos advogados e que mentiram.

Os fatos parecem tão espantosos que é difícil entender como uma fraude dessas não é mundialmente conhecida. O LSN responde apontando os esforços da campanha abortista em calar quem insiste em retomar a história dos processos, e a influência de uma imprensa bastante conivente com essa causa, que se empenha em varrer para debaixo do tapete a constrangedora deserção das duas mulheres que se tornaram símbolo do aborto no país.

No meio do turbilhão de notícias a respeito do aniversário da sentença, Sandra Cano, o nome real de Mary Doe, emitiu uma nota por meio de uma agência de notícias cristã pedindo a reversão da sentença que leva seu pseudônimo. A nota foi reproduzida neste blog.

Em 1970, quando o processo foi aberto, Sandra tinha 22 anos, estava grávida de seu quarto filho, depois de perder a guarda dos dois primeiros e adotar o terceiro. Pobre, com pouca instrução e sérios problemas conjugais, ela afirma que nunca pensou no aborto como sua primeira opção, e que teria sido enganada pela advogada a assinar uma declaração em que solicita esse direito. Ela conta que chegou a fugir do estado quando sentiu a pressão da advogada e da própria mãe para que abortasse. A história é contada em mais detalhes numa edição do Atlanta Journal, de dez anos atrás .

Em 2003, Sandra abriu outro processo judicial para tentar anular a sentença que se refere a ela – confira a íntegra da petição -, mas seu pedido foi rejeitado pela Suprema Corte. Na nota emitida na semana passada, ela afirma ter sido “fraudulentamente usada pelo Judiciário para trazer o aborto à América” (tradução livre).

Jane Roe

O caso de Norma McCorvey é ainda mais emblemático. Ela é a “Jane Roe” do caso Roe versus Wade, o principal processo sobre o tema nos Estados Unidos, citado em praticamente todas as discussões jurídicas sobre aborto há quatro décadas.

Durante muito tempo ela foi uma típica ativista defensora do aborto, incluindo o período que envolveu o processo. Em 1995, depois de conviver com membros de uma organização pró-vida que se tornaram seus vizinhos de escritório, ela abandonou a antiga militância e admitiu ter inventado a história sustentada em seu processo.

O LSN reproduz a seguinte citação, que teria sido veiculada no ano passado: “Estava convencida a mentir e dizer que fui estuprada, e que precisava de um aborto. (…) Foi tudo uma mentira” (tradução livre). Em outro trecho ela diz que levará para a sepultura o fardo de 50 milhões de bebês que foram assassinados.

No ano passado, Norma ganhou algum destaque da mídia por aparecer em vídeos contrários à eleição do presidente Barack Obama, que é favorável à legalidade do aborto.

Segundo a organização Human Life International, em 1993, durante um discurso feito no Instituto de Ética da Educação, em Oklahoma, a advogada que defendeu Roe, Sarah Weddington, tentou explicar porque se baseou na falsa acusação de estupro para chegar à Suprema Corte. “Minha conduta pode não ter sido totalmente ética. Mas eu fiz por que pensei que havia boas razões.”, disse Sarah, conforme publicado pelo Tulsa World, jornal local do estado de Oklahoma, na edição de 24 de maio do mesmo ano.

Em 2003, numa tentativa muito parecida com a de Sandra, Norma também pediu a reabertura de Roe versus Wade. A petição foi igualmente rejeitada. Na época a CNN publicou uma reportagem mostrando a transformação de McCorvey .

A autobiografia de Norma McCorvey pode ser adquirida na Amazon.

Por

26 Comentários

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

  1. Em primeiro lugar, se vocês querem atribuir tudo à indústria farmacêutica, aos interesses econômicos ou sei lá o que, parem de tomar seus remedinhos. Vocês falam como se a gravidez fosse causada apenas pela mulher. Se informem pois aborto não é dar um tiro em um feto de 6 meses, é fazer a remoção de um conjunto de células que sequer constitui sistema nervoso. Nos países em que o aborto é legalizado há um limite de gestação para que a vida não seja desenvolvida e não se constitua um “feticídio” de fato. É sim uma questão de saúde pública e acima de tudo um direito que deve ser assegurado aos pobres. Quem vocês acham que morre em um procedimento como esse? Alguém que faz a operação com o médico de confiança da família?

  2. O sr. Jairo foge do mérito da questão, ou seja: o aborto provocado não é só “tirar” como ele diz, mas matar o bebê. É lícito matar bebes em alguma circunstancia? E não venham me falar em direito da mulher pois muitas são espancadas e levadas sob sequestro aos abortórios além do fato obvio de que morrem mais meninas que meninas por causa do aborto seletivo contra o sexo feminino.

  3. De um abortista não posso esperar outra coisa senão falácias. Nunca dissemos que “o correto é as mulheres continuarem correndo risco de morte porque o Estado não lhes garante o direito de abortarem em condições adequadas”. O correto é a vida, tanto da mãe quanto do filho, porque a vida é direito de ambos. Assaltantes de semáforo também correm risco de morte ao tentar cometer seus crimes, nem por isso vejo gente defendendo o direito ao “assalto seguro”.

  4. Não, Marcio. De acordo com o seu pensamento o correto é as mulheres continuarem correndo risco de morte porque o Estado não lhes garante o direito de abortarem em condições adequadas. E elas aboratarão de qualquer forma, com o consentimento do Estado ou não. A lei brasileira é que está atrasada, meus caros. Vocês estão todos na contra-mão e baterão de frente com o futuro.

  5. Jairo: “o útero não é propriedade pública”
    Mas a criança que está lá dentro, deve ser defendida pela responsável (mãe) e se essa que é a responsável não pode lhe proteger, pelo contrário, quer assassiná-la, cabe ao Estado defender os direitos da criança.

  6. E sim, somos a favor da vida porque sabemos que o nascituro não é parte do corpo de ninguém, é um ser humano que tem tanto direito à vida quanto nós, que já nascemos. Se pessoas morrem fazendo aborto não é por causa dos pró-vida; é por causa das escolhas que essas pessoas fazem. Sabemos que abortos acontecem e continuarão acontecendo, mas não é a frequência de um comportamento que o legitima como correto. Do contrário, assalto e corrupção seriam moralmente aceitáveis…

  7. Pois é, Jairo, 2013. Mas com gente defendendo a eliminação de seres humanos indefesos e inocentes, parece 1939… e faça o favor de prestar atenção no blog (que acompanho desde o começo) e ver que os pró-aborto, como você, vêm tendo comentários liberados, sim. Então deixe desse mimimi de censura. Você está irritado porque a maioria dos comentaristas defende a vida? Conforme-se, porque a maioria da população brasileira também é contra o aborto.

  8. Ricardo, você não sabe do que fala. Por acaso li a biografia da McCorvey e a conversão dela não tem nada de “uma hora para a outra”, e já aconteceu faz uns bons anos. E se tivesse sido repentina, também, qual o problema? Ou você acha impossível reconhecer repentinamente um erro?

  9. (continuando) o útero não é propriedade pública. Parem de ser hipócritas e tapar o sol com a peneira. Os abortos sempre aconteceram e sempre continuarão acontecendo. E se hoje pessoas morrem fazendo aborto é por causa de pessoas como você, Sr. Blogueiro, que quer controlar a vida dos outro e proibir que as mulheres tenham condições médicas adequadas para intervenção. Os abortos continuarão acontecendo, vocês queiram ou não, pois ninguém pode impedir uma mulher de tirar um filho que não deseja.

  10. Eu estou abismado com este blog. Em 2013 gente? Todos os comentários são favoráveis ao texto do autor, ou seje, claramente ele está fazendo a filtagem dos comentários contrários. É uma atitude típica de movimentos intolerantes, como este tal de movimento pró-vida que na verdade é contra a vida. Pois se o aborto fosse legalizado não haveriam tantas garotas se submetendo a remédios perigosos e abortos em clínicas clandestinas que não tem higiente alguma (continua)

  11. Ricardo_, qual o problema delas se arrependerem e contarem a verdade depois de 40 anos? Talvez você esteja preocupado porque isso saiu na Gazeta, um jornal com muita circulação (e muitas pageviews também). Lavagem cerebral foi o que fizeram as feministas em enganar várias gerações de mulheres e dizer que é um “direito” matar uma vida dentro de seus ventres. Ademais, diz aí: qual seria o órgão de imprensa mais imparcial para noticiar este caso? Carta Capital? Caros Amigos? Faz me rir…

  12. Hoje a moda é a “síndrome da conspiração”, vejo isso com vários movimentos “ativistas” como os vegetarianos, petistas, etc… Quer dizer que a pessoa sustenta uma versão por 40 anos e de uma hora para outra vira “cristã” e muda totalmente o discurso… Me parece “lavagem cerebral”, ou safadeza mesmo, da mesma forma que o sujeito da noite para o dia de bandido vira pastor… Ainda mais informações vindo de uma fonte nenhum pouco imparcial para outra menos ainda…

  13. É um absurdo o que essa mídia faz por interesse,omitir informação tão importante como essa do público é uma grande safadeza,por isso que a chamada”grande mídia” tem cada vez menos credibilidade.

  14. Parabenizo pelo seu blog pró-vida e acho lamentável que mulheres se submetam a esse crime para se livrar de suas responsabilidades, aqui no Brasil acontecem casos ainda piores, aquelas que geram os filhos e depois simplesmente jogam no lixo, triste.
    Espero e torço muito para que no Brasil o aborto não seja legalizado e para que campanhas de prevenção e educação sejam cada vez mais feitas, para se evitar um mal tão grande e um engano tão perverso.
    Atenciosamente,
    Juliana Ceron

  15. Bernard Nathanson ainda era agnóstico quando escreveu ABORTING AMERICA (1979), mas, angustiado com o holocausto dos inocentes que ele ajudou como ninguém a se realizar nos EUA, lutou com todas as suas forças para mostrar aos americanos a covardia e a iniqüidade do aborto, e a mosntruosidade da indústria que dele se nutre. Converteu-se ao Catolicismo, numa trajetória que ele nos conta em seu livro de memórias, “THE HAND OF GOD” (1996) – emocionante e informativo. Espero tenha sido perdoado.

  16. [… continuando:] Quem quiser saber como se deu a conspiração (isso mesmo, a conspiração) para a legalização do aborto nos EUA não pode deixar de ler, de autoria do Dr. Bernanrd Nathanson, “ABORTING AMERICA” (1979). A conversão do Dr. Nathanson deu-se quando ele foi apresentado ao… ultra-som, ali por 1972. O mal-estar foi tão grande que, já em 1979, nem mesmo em caso de estupro ele admitia fazer aborto. Tornou-se, então, o braço médico principal do movimento pró-vida.

  17. Primeiramente, quero agradecer-lhe de coração a existência deste Blog. E parabenizá-lo por este artigo em especial. Tudo o que concerne a prática e a legalização do aborto é baseado na mentira (e no pai da mentira, claro!). Minha única ressalva é que é impossível falar sobre o conteúdo desta postagem sem falar do Dr. Bernard Nathanson, um exemplo de “conversão Damascena”. [continua…]

Leia também