Rosa Weber e Luiz Fux (Agência Brasil).
Rosa Weber e Luiz Fux (Agência Brasil).| Foto:

O Blog da Vida, evidentemente, também está em festa com o destino de Lula e o resultado da votação no STF. Acho que é prudente, contudo, lembrar aos leitores pró-vida que desfrutam com razão da atual alegria que, quando se trata de respeito à dignidade da vida humana ou ao matrimônio, mesmo os ministros que hoje saudamos como patriotas conseguem provar que são muito piores do que aparentam.

Está feliz da vida por ter Cármem Lúcia como presidente do tribunal? Então curta o momento, mas lembre-se que em 2015 ela votou a favor de tornar o aborto não punível para os casos de bebês anencéfalos – apesar da intensa rejeição popular e dos parlamentares – e também ajudou, em 2011, a equiparar a união homoafetiva ao casamento – que a Constituição diz ser apenas entre um homem e uma mulher -, apesar dessa mesma matéria ter sido analisada e derrotada inúmeras vezes no Congresso Nacional.

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Sobre o caso de aborto de anencéfalos, outros “grandes juízes” que resolveram atropelar a atribuição dos legisladores, foram Luiz Fux e Rosa Weber, que hoje são elogiados em memes cheios de empolgação nas redes sociais. Naturalmente, também votaram dessa forma aqueles cuja imagem pública consegue se manter suja em quase qualquer tema delicado: Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. Dias Toffoli não votou por declarar-se impedido.

Ainda sobre esse assunto, há, contudo, uma surpresa que será chocante para quem não acompanhou aquela votação de três anos atrás. Entre os ministros que ainda estão no tribunal, o único que votou pela preservação da vida desses bebês – e contra a expansão do aborto – foi o emblemático Ricardo Lewandowski, o mesmo que tentou salvar Lula ontem e garantiu que Dilma Rousseff, mesmo sofrendo impeachment, mantivesse-se elegível.

Já no caso da união homoafetiva, ninguém se salva. Todos os atuais ministros que estavam naquele julgamento foram cúmplices de um dos episódios mais obscenos de ativismo judiciário pelo qual o Brasil já passou.

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