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Felipe Koller
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5 santos que foram professores

Eles consagraram o seu ofício de professor a serviço do próximo e se permitiram ser instrumentos de Deus para a vida de seus alunos.

A história da Igreja está repleta de testemunhos de santos que foram professores, como os grandes Tomás de Aquino e Boaventura de Bagnoregio. Aqui, a ideia foi resgatar algumas figuras mais recentes que fizeram do ofício de professor uma das tramas com as quais o Espírito Santo teceu a sua santidade. Confira:

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Santo Alberto Hurtado (1901-1952)

O jesuíta Alberto Hurtado era formado em direito e tinha doutorado em pedagogia. Ele foi professor no Colégio San Ignacio e na Pontifícia Universidade Católica do Chile. Promotor de uma Igreja missionária e voltada aos pobres, ele se dedicou sobretudo a obras sociais – a ponto de ser chamado por seus críticos de “padre comunista” –, tendo fundado o Hogar de Cristo, uma das maiores instituições de beneficência do Chile. O Dia Nacional da Solidariedade, no país sul-americano, é comemorado no dia de sua morte.

Beata Natália Tułasiewicz (1906-1945)

A jovem professora polonesa era membro da resistência durante a 2ª Guerra Mundial – o Estado Secreto Polonês, leal ao governo polonês exilado em Londres. Professora, ela acabou presa no campo de concentração de Ravensbrück, no norte da Alemanha, quando foi descoberto o seu plano de acompanhar outras mulheres forçadas a desempenhar trabalhos pesados. Na sexta-feira santa de 1945, ela, dentro do campo de concentração, fez uma pregação sobre a paixão e a ressurreição de Jesus. Foi morta na páscoa, na câmara de gás.

Beato Benedict Daswa (1946-1990)

Batizado aos 17 anos, Daswa foi professor desde os 27 até a sua morte, aos 44. Participava ativamente da vida política de sua localidade, na África do Sul, e chegou a fundar um time de futebol. Quando seu vilarejo foi assolado por chuvas e tempestades assustadoras, os anciãos locais decidiram realizar um ritual para afastar esse mal, pedindo a todos os residentes que pagassem uma taxa para custear o trabalho. Daswa se recusou a pagar, dizendo que eram apenas fenômenos naturais. Pela recusa, ele foi espancado e morto dias depois.

São João Paulo II (1920-2005)

Filho de uma professora, Karol Wojtyła dava aulas de ética na Universidade Jaguelônica e na Universidade Católica de Lublin. Muito querido por seus alunos, ele os reunia para caminhadas, acampamentos e a prática de esqui e caiaque – sendo chamado de “Wujek” (tio) pelos estudantes, para não denunciar que ele era padre, já que era proibido que padres viajassem com estudantes na Polônia sob o regime stalinista. Os sucessores de João Paulo II, Bento XVI e Francisco, também foram professores.

Santa Teresa Benedita da Cruz (1891-1942)

De origem judaica, Edith Stein foi batizada aos 30 anos. Ela foi a segunda mulher a defender uma tese de doutorado de filosofia na Alemanha, onde foi assistente do filósofo Edmund Husserl. Deu aulas na escola Viktoria, em Breslau, e no Instituto de Pedagogia Científica, em Münster – mas teve que deixar o ofício depois da promulgação de leis antissemitas pelo governo nazista, em 1933. No mesmo ano, entrou no carmelo, em Colônia. Morreu no campo de concentração de Auschwitz, na câmara de gás, em 1942.

Bônus: Helley de Abreu Silva Batista e Maria Aparecida Berushko

O caso do incêndio em uma creche municipal de Janaúba (MG), com todo o horror que envolveu o episódio, presenteou o Brasil com o testemunho da professora Helley de Abreu Silva Batista, que salvou pelo menos 15 crianças durante o incêndio. Helley chegou a entrar em luta corporal contra o segurança que ateou fogo na creche, Damião Soares Santos, para evitar que mais crianças morressem.

Casada há 23 anos e mãe de três filhos, a professora era membro ativo de sua comunidade paroquial, atuando sobretudo na Pastoral Familiar. As circunstâncias de sua morte se encaixam precisamente no caso de “oferta da vida”, uma nova via para os processos de beatificação aberta neste ano pelo papa Francisco: Helley enfrentou a perspectiva da própria morte por amor ao próximo.

O seu caso é muito parecido com o da professora Maria Aparecida Berushko, de Joaquim Távora (PR). Nascida em 1959, ela morreu em 1986, aos 27 anos, tentando salvar seus alunos durante um incêndio na sala de aula, causado pela explosão de um botijão de gás. O processo de beatificação de Berushko está em andamento na eparquia sul-americana da Igreja Ortodoxa Ucraniana Autocéfala – ela pode se tornar a primeira santa ortodoxa da América Latina.

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